Arquivo do mês: novembro 2013

   Uma das evidências mais claras da mediocridade de uma empresa está estampada na seguinte situação, a qual já presenciei inúmeras vezes: um novo profissional é admitido, descobre inúmeros “furos” no trabalho, corrige erros, implanta os métodos que trouxe de seu último emprego, traz resultados, começa a tratar todos como se fossem idiotas e o diretor, satisfeito, afirma: “…fiz uma excelente contratação, agora a coisa vai”.

Alguém poderia pensar que se trata de uma boa situação, afinal de contas a empresa melhorou. Qual é o erro que evidencia a mediocridade?

A resposta é simples: quando é tão fácil para qualquer novato chegar e “tomar posse” do trabalho, identificar uma quantidade razoável de erros e outorgar a si próprio o direito de implantar seu método, planilhas, formulários, controles, padrões etc., por melhor que seja a inovação, isto denota uma empresa sem sistema de gestão, sem padrões, sem valores, isto é, uma TERRA SEM DONO, SEM LEI. Parece aqueles filmes antigos do faroeste americano, onde quem falava mais alto (ou o bandido ou o xerife) era quem mandava e os seus princípios pessoais eram a lei.

O novato passa a ser adorado pela direção e odiado por muitos outros na empresa. Normalmente, com o passar do tempo, descobre-se que o novato “não era tudo isto” e ele vai embora ou é engolido pela mediocridade geral. Também pode acontecer de o novato cansar da mediocridade e deixar a empresa. Em qualquer uma destas situações previsíveis, nada fica na firma. A organização não tem sistema de gestão, isto é, não tem método e é incapaz de perpetuar o conhecimento e as atitudes trazidas pelo novato.

Provada e entendida a mediocridade, esta é a situação triste na qual encontra-se a maioria das organizações que não tem capacidade intelectual nem para entender este texto. Sobre o que ele está falando? O que está faltando neste tipo de empresa? O que é o sistema de gestão citado pelo texto? A resposta é única e simples: o sistema de gestão é o conjunto de métodos e de ferramentas que uma empresa deve implantar e melhorar sistematicamente para desenvolver os seus gestores. É um caminho único para bater metas e saber quais as causas da vitória. É o domínio de seu próprio destino. É saber porque ganhou e porque eventualmente perdeu. É o desenvolvimento da prata da casa, devidamente selecionada para este fim. É o que diferencia as empresas amadoras das profissionais. É o único recurso que garante a prosperidade e o foco permanente no resultado. Esta é uma verdade conhecida neste planeta apenas por uma seleta minoria de empresários e executivos.

 

Paulo Ricardo Mubarack (consultor de gestão, qualidade, administração de pessoas, rh, iso9001 e autor do livro empresas nuas)

mubarack@terra.com.br

www.mubarack.com.br

“Líder: indivíduo que tem autoridade para comandar outros. Pessoa cujas palavras e ações exercem influência sobre o pensamento e o comportamento de outras. Pessoa que se encontra à frente de um movimento político, filosófico, religioso etc.

Estas são definições do Houaiss sobre LÍDER. Algumas palavras-chave: autoridade, comando, influência, à frente de…

Uma das maiores carências das nossas empresas: líderes. Gestores em qualquer nível hierárquico que tenham autoridade natural (DE FATO, e não somente DE DIREITO), exerçam comando sobre suas equipes tendo-as “na mão”, influenciem mentes, corações e comportamentos e que estejam à frente de seus times no campo de batalha.

RH não precisa pensar muito sobre o perfil dos líderes. Ele está descrito no parágrafo acima. Ah, faltou um atributo: líder é aquele que coloca o bem da empresa acima de seus interesses pessoais. Isto significa que o líder se expõe e tem coragem de ser franco com seus superiores e com sua equipe. Tem habilidades de comunicação, é focado, impõe ritmo e qualidade no trabalho, atua com altos padrões de exigência, é orientado para resultados, organizado, estudioso, adere aos valores da empresa, é concentrado, ignora horários, sendo extremamente disponível, sabe trabalhar sobre pressão, lida com a frustração, tem e exige disciplina e manifesta interesse genuíno pela empresa e pelo cliente, além de gozar de excelente preparo físico.

Utopia, você deve estar pensando. Um ser humano com todas as características acima seria um super-homem ou uma super-mulher. É verdade! Porém, as empresas precisam de gestores que se aproximem no máximo grau ao perfil descrito. Difícil? Muito! E mais difícil é quando as organizações não têm qualquer processo de DESENVOLVIMENTO GERENCIAL E DE LIDERANÇAS. Mais de 90 % das empresas não têm qualquer programa de treinamento nesta área ou fazem cursos isolados e sem um propósito bem identificado. O resultado é óbvio: gestores completamente despreparados para a função, tendo apenas uma boa habilidade técnica, o que está longe de caracterizar um bom líder. Como a liderança é fraca, as equipes também o são. Bons funcionários são abafados pelos chefes desqualificados e medrosos com a “sombra” e maus funcionários são mantidos. Ao invés de injetar em suas veias uma infindável quantidade de talentos e líderes, as empresas se entopem de gente sem preparo. Os gestores (aqueles que deveriam liderar) comportam-se como meros capachos de seus chefes, pouco ou nada contribuindo para a evolução da empresa. Concordam, concordam e concordam com diretores e proprietários, lesando-os continuamente.

Apontar um problema sem apontar a solução é terrorismo. A solução para este problema grave de falta de lideranças é óbvio: selecionar pessoas com perfil e desenvolvê-las com  um programa de treinamento forte e contínuo. O segredo? CONTINUIDADE. Ministrar um curso eventualmente para quase nada serve. Ter um programa sistematizado, com medidores e provas é uma solução simples. Às vezes, as áreas de RH e os proprietários não enxergam esta obviedade e tentam “abraçar árvores”, fazer cursos “ecológicos”, escalando muros e descendo rios, praticando programação neurolinguística ou contratando psicólogos completamente “fora da casinha” em relação a um ambiente empresarial.

Este é um “segredo” conhecido por uma seleta minoria de empresas que gostam muito da palavra “lucro”.

 

Paulo Ricardo Mubarack (consultor de gestão, qualidade, administração de pessoas, rh, iso9001 e autor do livro empresas nuas)

mubarack@terra.com.br

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A palavra do Papa FRANCISCO em 23/10/2013.

“Uma Igreja que não anuncia Jesus é uma Igreja morta… A Igreja não é uma loja nem uma agência humanitária, nem uma ONG. Ela, mais simplesmente, “tem a tarefa de anunciar Cristo e o seu Evangelho a todos”. ” (Papa Francisco na audiência de 23/10/2013).

Maria quando foi visitar sua prima Isabel, levou Jesus consigo, levou mais que ajuda material à prima, levou amor, caridade, irmandade, alegria. Esse Jesus amor, perdão, alegria que o cristão deve anunciar e viver.

“Qual é a missão da Igreja? Propagar no mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus que é Pai, Amor e Misericórdia. O método da missão cristã não é do proselitismo, mas da chama compartilhada que aquece a alma.”

O Papa Francisco nesta audiência reconheceu as “numerosas mulheres que lutam pela própria família, que rezam e que nunca se cansam”: mulheres que “com a sua atitude nos oferecem um verdadeiro testemunho de fé e de coragem, um modelo de oração”.

(Cf: http://www.vatican.va/news_services/or/or_por/text.html#1)

 

O momento pelo qual a Igreja, o mundo, nosso país, nossa cidade e nossos corações passam, nos clama a refletir, a partir da papa_hospital01convocação do Papa Francisco:  coragem para  reconstruir a Igreja da simplicidade e humildade.

O fato do atual Papa ter escolhido o nome “Francisco”, constitui um apelo, talvez vista apenas na época em que o santo de Assis viveu,  pela busca da espiritualidade franciscana vivenciada e propagada pelos séculos pós Francisco. Os fatos atuais incomodam a todos que estão acomodados ou indiferentes,  tanto  católicos como evangélicos, cristãos e não cristãos,  ricos e pobres, a cúria romana e mais simples paróquia, políticos e eleitores  e até mesmo os incomodados com a situação do mundo.

“Seguramente podemos dizer: quando o cardeal Bergoglio escolheu este nome quis sinalizar um projeto de Igreja na linha do espírito de São Francisco.” Em muitos lugares e muitas pessoas, religiosos e sacerdotes, cristãos e não cristãos, se vive o oposto ou indiferentemente deste projeto.

“São Francisco optou por um evangelho puro, ao pé da letra, na mais radical pobreza, numa simplicidade quase ingênua, numa humildade que o colocava junto à Terra, ao nível dos mais desprezados … Nunca criticou o Papa ou Roma. Simplesmente não lhes seguiu o exemplo, “ sem deixar de Igreja, homem de fé, discípulo do Evangelho. Queria “ser um louco”, como era chamado pela população de Assis. Sim, “louco pelo Cristo pobre e pela ‘dama pobreza’, como expressão de total liberdade: nada ser, nada ter, nada poder, nada pretender. Atribui-se a ele a frase: ‘desejo pouco e o pouco que desejo é pouco’.”

“A humildade ilimitada e a pobreza radical lhe permitiram uma experiência” única “que vem ao encontro de nossas indagações: é possível resgatar o cuidado e respeito” para com a nossa mãe Terra? “É possível uma fraternidade universal que inclua todos? Francisco mostrou essa possibilidade e sua realização mediante uma prática vivida com simplicidade e paixão.”

Do respeito, valor básico, universal e humano, a todas as criaturas e a mãe terra, nasce a justiça, isto é, a relação na medida justa com o outro. Da justiça nasce a fraternidade, pelo qual os seres são irmãos e irmãs e desta brota a solidariedade. Os evangelhos e escritos sagrados do Novo testamento resumiram magistralmente na máxima: “amar ao próximo como a si mesmo”.

Fraternidade universal e solidariedade não são mais uma realidades utópicas, pois Francisco de Assis quebrou os limites, as barreiras tornando-as possíveis. Ele nos mostrou o caminho, nós conhecemos o caminho, basta caminharmos.

Hoje o Papa Francisco nos convida para esse caminhar.

 

(A reflexão acima tem com base o pensamento do Teólogo Leonardo Boff, exposto no Jornal Diário da Manhã, de Goiania – Go,  do dia 9/06/2013, na coluna ‘Opinião Pública’).

 

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O SANTO DO DIA

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