Dicas para o dia

A Igreja Católica a partir da quarta feira de cinzas inicia o tempo litúrgico chamada de QUARESMA.

A palavra tem sua origem no latim e significa quadragésima.

Esse tempo litúrgico se refere aos 40 dias que se antecedem ao domingo de Páscoa ou à ressurreição de Jesus.

E por que do número 40?

Encontramos na bíblia várias passagens se referindo ao número 40. Por exemplo:

  • os 40 anos de travessia do Egito à terra prometida realizada pelo povo judeu sob o comando de Moisés. Foram 40 anos de experiência humana e religiosa, sofrimento, alegria, conversão, penitência, purificação, alegria, fé, esperança até chegar a tão esperada Terra Prometida por Deus. O que parecia Utopia se tornou realidade.
  • Moisés sobe ao monte para orar e lá permanece por 40 dias (Ex 24,18);
  • Choveu durante 40 dias e 40 noites, segundo o relato do dilúvio;
  • Jesus passou 40 dias e 40 noites no deserto se preparando para a sua missão;
  • Jesus permaneceu 40 dias entre a ressurreição e sua ascenção aos céus (At 1,3);

O número 40 na Bíblia vem simbolizando o tempo de provação, de preparação, de purificação, de renovação.

Para nós Cristãos Católicos, a quaresma significa tempo de preparação, de purificação, conversão, de fé e esperança aguardando a chegada do Ressuscitado, o centro e sentido de nossa fé e de nossa crença.

By José Luiz Cruz Duarte

* Onde mora a caridade e sabedoria,
aí não há nem temor nem ignorância.
* Onde mora a paciência e humildade,
aí não há ira nem perturbação.
* Onde mora a pobreza com alegria,
aí não há cobiça nem avareza.
* Onde mora o recolhimento e a meditação,
aí não há desassossego nem dissipação.
* Onde o amor de Deus guarda a porta (Lc 11, 21)
aí não pode entrar o inimigo.
* Onde mora a misericórdia e descrição,
aí não há nem superfluidade nem dureza de coração.

(S.Francisco de Assis – Exortações)

Dom Paulo E. Arns: uma voz não silenciada pela ditadura de 64

Franciscano, teólogo, bispo, cardeal, cristão.

Quem viveu a partir da década de 60 se lembra das perseguições políticas e dos problemas sociais do Brasil, fruto da dependência e da ordem econômica mundial.

Neste cenário, D.Paulo se torna uma voz forte clamando  por justiça social, política e econômica. Foi perseguido e ameaçado por suas posições evangélicas pela liberdade e justiça. Sofreu ameaças e atentados, mas se manteve firme na fé e no propósito assumido em seu sacerdócio, de ser pastor e defensor de suas ovelhas, perante lobos vorazes.

Dom Paulo, um cristão, filho de Deus, seguidor de São Francisco. Com esse espírito, fez sua opção pelos pobres, concretizado, por exemplo no despojamento do palácio episcopal em São Paulo e foi morar como todo o cidadão de bem.  Se tornou, no cenário político nacional até seus últimos dias, a voz dos sem voz e vez. Criticado por alguns. Mas amado por muitos.

 

 

14/09/1921 – 14/12/1916

 

 

 

By José Luiz Cruz Duarte

Em 22/12/2003 foi sancionado a Lei 10826 que limitava o porte de armas no Brasil.

O povo brasileiro se mobilizou a favor do desarmamento como forma concreta e objetiva de diminuir as mortes.
Contudo, a comissão da câmara, cujo relator é o deputado federal LAUDIVIO CARVALHO (PMDB – MG), aprovou nesta 3ª feira, 27/10/2015, o texto de Projeto de Lei que DERRUBA o atual estatuto do desarmamento, promovendo a violência legalizada através da liberação legal de armas de fogo.
O texto propõe reduzir de 25 para 21 anos, a idade permitida para aquisição de armas, o fim da taxa de porte, o fim da renovação do Porte (hoje a cada 3 anos). Propõe a liberação do porte de armas para advogados e oficiais de justiça. Abre brecha para que taxistas,  caminhoneiros, e até ex-presidiários podem portar armas legalmente.

A proposta de lei quer armar alguns da população.

Por trás estão interesses de alguns grupos e propositor é o lobista dos mesmos.

O deputado João Rodrigues (PSD – SC) elogiou o texto e, lamentavelmente soltou: “com alguns cidadãos armados, alguns bandidos serão eliminados. É bom que se faça uma limpeza e que a população possa se defender.”

VEJAM onde chegamos ou NÃO CHEGAMOS.
A quem interessa essa nova Lei ????
A população já sofre com tanta violência; inocentes morrem diariamente, consequência de armas legais e ilegais; chacinas ocorrem pelo Brasil nas zonas urbana e rural; jovens da alta e classe média usam de carros e de esportes de luta para fazerem “justiça” (imaginam se tiverem uma arma na mão? Pensem: você se envolve, como vítima,em um acidente de trânsito, causado por um taxista (obs: fazem cada bandalha), ou um oficial ou advogado. Vai pedir explicação e/ou resolver o problema valendo de seus direitos e …. leva um tiro …
Isso vai virar uma terra sem lei. O melhor: a lei do mais forte. A lei do “farwest”.
Você é um cidadão de bem, trabalhador, brasileiro estará na mira de mais armas legalizadas.
VAMOS nos mobilizar.
Diga NÃO a essa lei irresponsável, egoísta, interesseira …
Diga NÃO a esse projeto idiota.
Diga NÃO a perda de tempo dos deputados em questões descompromissadas com o social;

COMPARTILHE O SEU “NÃO”.

Diga SIM  a PAZ.

José Luiz C. Duarte

Cf  tb ” http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2015-10-27/comissao-da-camara-aprova-texto-que-libera-porte-de-armas-no-brasil.html “

11 de agosto, Festa de Santa Clara

Por Leonardo Boff

Há 800 anos, na noite de 19 de março de 1212, dia seguinte à festa de Domingos de Ramos, Clara de Assis, toda adornada, fugiu de casa para unir-se ao grupo de Francisco de Assis na capelinha da Porciúncula que ainda hoje existe. As clarissas do mundo inteiro e toda a família franciscana celebram esta data que significa a fundação da Ordem de Santa Clara, espalhada pelo mundo inteiro.

Clara junto com Francisco – nunca devemos separá-los, pois se haviam prometido, em seu puro amor, que “nunca mais se separariam” segundo a bela legenda da época – representa uma das figuras mais luminosas da Cristandade. É bom lembrá-la neste mês de março, dedicado às mulheres. Por causa dela, há milhões de Claras e Maria Claras no mundo inteiro. Ela, de família nobre de Assis, dos Favarone, e ele, filho de um rico e afluente mercador de tecidos, dos Bernardone.

Com 16 anos de idade quis conhecer o então já famoso Francisco com cerca de 30 anos. Bona, sua amiga íntima, conta, sob juramento nas atas de canonização, que entre 1210 e 1212 Clara “foi muitas vezes conversar com Francisco, secretamente, para não ser vista pelos parentes e para evitar maledicências”. Destes dois anos de encontro nasceu grande fascínio um pelo outro. Como comenta um de seus melhores pesquisadores, o suíço Anton Rotzetter em seu livro “Clara de Assis: a primeira mulher franciscana” (Vozes 1994): “neles irrompeu o Eros no seu sentido mais próprio e profundo pois sem o Eros nada existe que tenha valor, nem ciência, nem arte, nem religião, Eros que é a fascinação que impele o ser humano para o outro e que o liberta da prisão de si mesmo”(p. 63). Esse Eros fez com que ambos se amassem e se cuidassem mutuamente mas numa transfiguração espiritual que impediu que se fechassem sobre si mesmos. Francisco afetuosamente a chamava de a“minha Plantinha”. Três paixões cultivaram juntos ao longo de toda vida: a paixão pelo Jesus pobre, a paixão pelos pobres e a paixão um pelo outro. Mas nesta ordem. Combinaram então a fuga de Clara para unir-se ao seu grupo que queria viver o evangelho puro e simples sem glossas e interpretações que lhe tirariam o vigor.

A cena não tem nada a perder em criatividade, ousadia e beleza, das melhores cenas de amor dos grandes romances ou filmes. Como poderia uma jovem rica e bela fugir de casa para se unir a um grupo parecido com aos “hippies” de hoje? Pois assim devemos representar o movimento inicial de Francisco. Era um grupo de jovens ricos, vivendo em festas e serenatas que resolveram fazer uma opção de total despojamento e rigorosa pobreza nos passos de Jesus pobre. Não queriam fazer caridade para pobres, mas viver com eles e como eles. E o fizeram num espírito de grande jovialidade, sem sequer criticar a opulenta Igreja dos Papas.

Na noite do dia de 19 de março de 1212, Clara, escondida, fugiu de casa e chegou à Porciúncula. Entre luzes bruxoleantes, Francisco e os companheiros a receberam festivamente. E em sinal de sua incorporação ao grupo, Francisco lhe cortou os belos cabelos louros. Em seguida, Clara foi vestida com as roupas dos pobres, não tingidas, mais um saco que um vestido.

Depois da alegria, das canções dos trovadores franceses que Francisco tanto gostava e das muitas orações, foi levada para dormir no convento das beneditinas a 4 km de Assis. 16 dias após, sua irmã mais nova, Ines, também fugiu e se uniu à irmã. A família Favarone tentou, até com violência, retirar as filhas. Mas Clara se agarrou às toalhas do altar, mostrou a cabeça raspada e impediu que a levassem. O mesmo destemor mostrou quando o Papa Inocêncio III não quis aprovar o voto de pobreza absoluta. Lutou tanto até que o Papa enfim consentisse. Assim nasceu a Ordem das Clarissas.

Seu corpo intacto depois de 800 anos comprova, uma vez mais, que o amor é mais forte que a morte.

Leonardo Boff é autor de Francisco de Assis: ternura e vigor, Vozes 2003

março 2017
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O SANTO DO DIA

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